É na Golegã, no coração
da lezíria ribatejana, que surge entre 1871 e 1875, uma lindíssima e sumptuosa edificação
mandada construir pelo abastado lavrador Carlos Relvas, no meio de um jardim
romântico, com o objectivo de, exclusivamente, a usar como laboratório e
estúdio destinados ao desenvolvimento da arte fotográfica….!!!
Carlos Relvas foi, na
sua época, uma ilustre personalidade, pois além da sua enorme paixão e dedicação à
fotografia que lhe valeram grandes prémios internacionais, era simultaneamente,
lavrador, cavaleiro, criador de cavalos, músico e inventor…!!!!
Hoje, tive oportunidade
de visitar esta Casa-Estúdio (agora museu aberto ao público), um autêntico
monumento expressivo da arquitectura do ferro (pois nele foram aplicadas 33
toneladas) e que é sem dúvida uma verdadeira preciosidade……!!!!
A propósito
do dia internacional dos Museus, que se comemora hoje, dia 18 de Maio, ouvi,
logo pela manhã, uma notícia que me deixou completamente estarrecida…..!!!!
Não dá
para acreditar que aquele que foi considerado o melhor Museu Industrial da
Europa (O Museu da Cortiça em Silves), tenha encerrado as suas portas há já
três anos e que esteja a correr sérios riscos de desaparecer…..!!!!!
O elevado
estado de degradação do edifício faz doer a alma a quem dele se aproxima…..!!!!
Não quero
acreditar que não haja uma qualquer solução, para preservar este valioso património
industrial……, pois estamos a falar de máquinas corticeiras, únicas no mundo e
de um arquivo documental que remonta ao século XIX….!!!!
Lembro-me que, quando era criança, este dia era muito festejado….!!!
Era a festa da vida, da alegria…..e consistia num
passeio pelo campo, logo pela manhã, bem cedo (e que as crianças adoravam
fazer)…, para colher as espigas de trigo, os ramos de oliveira, o alecrim, os
malmequeres, as papoilas…, enfim…, tudo o que a tradição mandava para que se
arranjasse um lindo “ramo de espiga”, que era colocado atrás da porta e só era
retirado no ano seguinte, quando fosse substituído por um novo….e tudo isto para
que não faltasse à família, a saúde, o pão, a luz, a paz, a alegria, o amor….. !!!!!
No regresso a casa (que ocorria normalmente entre as
10h e as 11h), era o momento de passar pela Igreja (também ela já enfeitada com
as referidas plantas) e de assistir à missa….!!!! A missa do dia da Ascensão….!!!
Como tudo na vida, também esta tradição se perdeu,
muito embora ainda possamos encontrar por aí quem se dê ao trabalho de arranjar
“ramos de espiga” para vender nas ruas e nos mercados…
Mas esses ramos que eventualmente possamos adquirir,
não têm o mesmo simbolismo daqueles que, antigamente, eram por nós arranjados
com tanto carinho e tanta fé….!!!
Foi no dia 13 de Maio
de 2012, na Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Torres Vedras, cuja celebração
esteve a cargo do Padre Dionísio.
Foi um momento muito
bonito, não só por aquilo que ele representa e pela alegria/entusiasmo
demonstrados na postura da Catarina, mas também pelas lembranças que me
chegaram ao longo daquela celebração….!!!!
Afinal todos nós nos
recordamos da nossa primeira comunhão, das ansiedades sentidas e daquilo que ela
representou para nós….!!!!
Todos nós nos lembramos
da primeira comunhão dos nossos filhos e recordamos as ansiedades porque eles
também passaram até chegar esse dia!!!!
E depois, é chegado o
momento de vivermos “intensamente” a primeira comunhão dos nossos netos…..!!!!!
Foram quase três anos
de preparação para este “grande momento”, que considero ser, sem dúvida, um
marco muito importante na vida da Catarina…., pois ela demonstrou-o, não só ao
longo desta última semana aquando da realização de todos os preparativos para
esta celebração, como também o demonstrou, hoje, pela sua alegria e concentração
com que participou nesta “grande festa”….!!!
No primeiro ano de catequese
acompanhei a enorme vontade e entusiasmo com que a minha neta aderiu a esta “grande”
novidade na sua vida, aliás, novidade essa que surge em simultâneo com outra
nova realidade (a entrada no 1º ano do 1º ciclo), as quais consubstanciam uma
profunda alteração na vida de qualquer criança…!!!
Depois, no segundo ano
de catequese, percebi que o seu interesse era cada vez maior…., que já havia
alguma preocupação no que se referia à primeira comunhão, apesar de ainda estar
longe de acontecer….!!!
E finalmente, no
terceiro ano, eis que é chegado o grande momento....!!!!
A Igreja foi pequena para tantos
familiares e amigos que quiseram acompanhar as “suas” crianças naquele que é
considerado um momento inesquecível na vida de todos nós….!!!!
O Algarve tem, nos últimos dias, sido o local onde as temperaturas atingiram valores bastante elevados e hoje, a esta hora, já ultrapassa os 30 graus.....
Não direi contudo que está um dia agradável para ir até à praia...., não....., de facto não....., porque o vento está um pouco incomodativo...., mas a verdade é que o sol, realmente, não se aguenta.....!!!!!
Procurei um espaço da casa onde se sente alguma frescura e olhando ao meu redor, vieram-me à memória algumas lembranças de outros tempos..., da minha infância..., quando aqui, neste mesmo local e em dias como este, os primos e amigos se reuniam para jogar à "cabra cega", ao "lencinho da botica", "saltar à corda", "jogar ao pião"....., enfim...., tantas e tantas brincadeiras que nos ajudavam a passar o tempo e com as quais, ao fim e ao cabo, também aprendíamos muita coisa......
Hoje, neste mesmo espaço, já não há crianças para aqui se reunirem......(e mesmo que houvesse as brincadeiras seriam outras bem diferentes). Como tudo mudou...!?!?!?!?
Nós (os que aqui nos juntávamos para brincar), envelhecemos, dispersámo-nos (uns pelo centro e norte de Portugal outros pela Europa, mas também por outros continentes), alguns até já morreram......, mas as lembranças, dos que ainda permanecem, continuam bem vivas e de vez quando assaltam-nos como que exigir de nós uma reflexão profunda sobre o que tem sido a nossa vida....!!!!
Onde estão os 50 ou 60 anos que entretanto passaram por nós?
O que fizemos durante todo este tempo?
Por onde andámos e onde fomos parar e porquê?
Tantas perguntas que ficam no ar, para as quais não conseguimos obter qualquer resposta....!!!!
Quando andamos demasiado atarefados há sempre qualquer coisa que corre menos bem....!!!!
Na verdade o excesso de compromissos, de tarefas, a sobreposição de horários para uma infinidade de coisas...., torna-se demasiado stressante e muitas vezes ficamos até com a sensação de que alguma coisa ficará por fazer ou resolver, ou então não ficará resolvida como desejaríamos....e isso, por vezes, provoca-nos algum "desconforto", porque obviamente fazemos sempre o possível e o impossível para resolvermos todas as questões da melhor forma que sabemos e podemos....
Mas no meio de tanto stress e de tantas tarefas, há sempre algumas que, apesar das preocupações, ansiedade e trabalho que nos dão, proporcionam-nos também momentos de grande entusiasmo e alegria, por estarmos a realizar algo com que sonhámos e sem dúvida alguma que isso é o melhor que nos fica, pese embora o facto da canseira ser mais do que muita....!!!!
Mas felizmente que a vida não é feita só de tristezas e contrariedades e esses momentos de alegria e entusiasmo por alguma coisa (que às vezes são raros), devem ser aproveitados até à exaustão.... e aí...., esquecemos o cansaço, passamos ao lado do stress e seguimos em frente com toda a determinação.....!!!!
Sejamos então determinados e aproveitemos as "pequeninas mas boas" oportunidades que a vida nos dá....!!!!
Não obstante considerar que todos os dias são dias de lembrar e enaltecer as mães, também não deixei de "entrar na onda" e, tal como a maioria das pessoas, participei nesta "grande festa" do dia da mãe....
Contudo só hoje aqui deixo este poema de Victor Matos e Sá:
VEM VER A MINHA MÃE
Está junto das coisas que bordaram com ela os dias que supôs mais belos e são a fonte de onde lhe começa o branco tempo dos cabelos.
Em certos momentos há tanta coisa que nos passa pela cabeça......, tanta coisa que idealizamos...., tanta coisa que não concretizamos....!!!!!
E porquê???
Ninguém sabe porquê....!!!!
Apenas se sabe que é assim..., apenas se sabe que às vezes a vida não quer mesmo dar-nos a oportunidade de chegarmos onde queremos e da forma que queremos...!!!!
E então, com algum desânimo, pensamos:
"Fica para uma próxima....."
E eis uma boa forma de esquecermos os planos gorados e passarmos para outros, na esperança de que os próximos possam vir a concretizar-se....!!!!
Quando viajamos por
esse país fora, sobretudo se o fazemos por estradas secundárias que atravessam
pequenas localidades, aldeias e vilas, sempre encontramos alguma coisa de
especial e diferente que nos surpreende e que aguça a nossa curiosidade, por
não se enquadrar naquilo que previamente tínhamos projectado visitar e que
retirámos de um qualquer roteiro turístico….
E quando tal acontece,
aí vamos nós de olhos e ouvidos bem abertos para que nada nos escape, tentar
saber do que efectivamente se trata, o que é na actualidade ou o que foi em
tempos idos, quem fez ou mandou fazer e com que objectivo…., enfim…, às vezes, perante
coisas tão surpreendentes, são mil e uma as perguntas que poderão colocar-se,
assim haja quem saiba e tenha vontade de responder……
E precisamente há
alguns dias atrás (mesmo sem estar a fazer turismo), aqui perto e bom caminho e
para evitar as portagens da A8 de Lisboa para Torres Vedras, decidi, a partir
de Loures, entrar na EN374 e em boa hora o fiz, pois ao aproximar-me do “Cabeço
de Montachique”, mais concretamente na localidade de “Tocadelos”, olhei para a
minha esquerda e qual não é o meu espanto quando, mesmo a curta distância da
estrada, reparei na existência de umas “majestosas” ruínas que se erguem
precisamente na encosta do Cabeço….´!!!!!
É claro que, de
imediato, fiz inversão de marcha e entrei num caminho (um pouco enlameado pelas
chuvas dos últimos dias) que leva precisamente às ditas ruínas…
Fiquei espantada com a
grandiosidade daquela construção que teria sido (pensava eu) uma fortaleza?....
Um convento?... Um mosteiro?……, enfim…, para mim naquele momento e perante o
que os meus olhos viam, tudo aquilo era um perfeito “mistério”….
Mas o passo seguinte
foi precisamente pegar na máquina fotográfica e captar o máximo de imagens
possível….., a seguir, e depois de várias voltas à edificação em apreço e de
cerca de meia centena de fotos tiradas, era preciso encontrar alguém, residente
na localidade, que minimamente pudesse elucidar sobre aquela surpreendente
construção…., mas não…., não havia ninguém por ali e as dúvidas persistiram…..!!!!
No entanto pesquisando
na net encontrei alguma informação sobre aquela misteriosa edificação, que
afinal tinha como objectivo destinar-se a um sanatório/albergaria para
raparigas pobres que na época estivessem a padecer de tuberculose, o qual começou
a ser construído em 1918, mas que não chegou a ser concluído por falta de
verba.
Sabe-se que na época, o
terreno para aquela construção com cerca de 3.500 metros quadrados, foi doado
por um particular de seu nome “Francisco Almeida Grandella”, em nome da “Sociedade
dos Makavenkos”.
E assim, decorridos
quase cem anos após o início daquela construção, ali estão apenas as ruínas……
Temos no nosso país peças de extrema importância que fazem parte do nosso património
industrial e a “Fábrica da Pólvora de Barcarena”, no concelho de Oeiras, é uma delas.....!!!!!
Integrada num grupo de alunos da Universidade Sénior de Torres Vedras, tive
há dias a oportunidade de visitar aquele que hoje é considerado um histórico
complexo industrial.
Esta fábrica começou por ser designada po “Ferrarias d’El-Rei”,
dado que naquele local foram instituídas ferrarias para fabrico de armas, que
tiveram início no reinado de D. João II e também mais tarde, já no reinado de
D. Manuel I, que foi o fundador de várias fábricas de armas em Portugal.
Ao longo dos tempos a unidade fabril foi sendo alargada e a sua actividade
passou a ser o fabrico da pólvora, tendo consistido num polo de
desenvolvimento, quer da região onde se insere, quer do país, pois chegou a
empregar cerca de 500 trabalhadores….
Apesar de ao longo dos séculos ter acompanhado a evolução dos tempos,
alargando as suas instalações e investindo em equipamentos e maquinarias cada
vez mais adequadas às necessidades de fabrico, passou também por muitas e
grandes vicissitudes, pelo que em 1988, a “Fábrica da Pólvora de Barcarena” paralisou
a sua actividade, definitivamente.
A partir de 1995, este complexo, composto por diversos edifícios dispersos
por uma área de cerca de 40 hectares, passou a ser propriedade da Câmara
Municipal de Oeiras, que o transformou num grande centro de cultura e lazer,
onde podemos encontrar, não só o “Museu da Pólvora Negra” (que nos proporciona
um conhecimento de toda a história da fábrica, desde os primórdios), mas também
muitos outros espaços de interesses variados, nomeadamente uma galeria de arte,
restaurante, bar, jardins e locais adequados a espectáculos ao ar livre.
Após a visita a este admirável espaço, tomamos consciência da sua
grandiosidade e da importância de tudo quanto ali encontramos, chegando à
conclusão que este local merece ser revisitado por forma a descobrir tantos e
tantos cantos e recantos repletos de história…..!!!!!
Nasceu no dia do trabalhador (1 de Maio de 1959) e faleceu no dia 24 de Abril de 2012, véspera do dia em que se comemora os 38 anos da revolução de Abril.
Às vezes apetece
escrever só por escrever….., não é que haja alguma coisa em especial para se
dizer, mas é como se aquilo que sentimos fosse uma enorme necessidade de falar,
de desabafar, às vezes até mesmo de “gritar”……!!!!
·Mas falar para dizer o quê, se o que
temos para dizer não interessa a ninguém senão a nós próprios?
·Desabafar com quem, pois mesmo se houvesse
alguém com quem pudéssemos fazê-lo, certamente que não nos entenderia?
·Gritar porquê e para quê, se de nada
adiantaria nem isso nos traria algum bem estar?
Enfim….., são tudo
estados de alma para os quais tem de haver alguma capacidade para os
ultrapassar e muitas vezes isso só se consegue, por exemplo, com um lindo dia
de sol…, com uma paisagem deslumbrante…, com um passeio a pé por sítios que nos
encantam, etc……, mas hoje nada disso é possível…..!!!!
A chuva e o vento que
ao longo de todo o dia se têm feito sentir, impedem toda e qualquer tentativa
de sair, de andar pela cidade ou pelo campo, de espairecer……e assim ficamos
confinados ao “espaço casa”, olhando pela vidraça um céu totalmente cinzento, a
chuva que teima em cair….e então pouco nos resta a não ser:
·escrever um pouco;
·ler alguma coisa;
·e obviamente, também, ouvir boa música.
por isso a minha
escolha hoje foi para um belíssimo CD da “Camerata Vocal de Torres Vedras”.
Quem não gosta de fazer surpresas e de ser surpreendido????
Creio que todos nós gostamos de arquitectar uma boa surpresa e de sermos agradavelmente surpreendidos.....!!!!
Em princípio, quem surpreende tenta fazê-lo pela positiva, pois certamente considera que isso origina um estado de satisfação enorme e permite grandes alegrias a quem é surpreendido.....
Contudo, parece não haver dúvida de que, quando um tal projecto é iniciado (a preparação da surpresa), ficamos bastante empolgados com todas as idéias que nos vão surgindo, por forma a podermos alcançar os nossos objectivos e tornar a surpresa inesquecível, o que desde logo nos deixa imensamente felizes....!!!
O certo é que, quando somos bem sucedidos sentimo-nos vitoriosos, mas a vida nem sempre nos permite concretizar todos os projectos que idealizamos, sejam eles quais forem....!!!!
Ou seja...., há surpresas que não chegam a sê-lo......, ficam pelo caminho.......!!!!!
Há dias em que acordamos decididos a fazer certas coisas, a tomar certas atitudes, que efectivamente, vistas por outros olhos que não sejam os nossos, pouco ou nada têm de correcto....., apesar de não ir ao ponto de afirmar que são completamente incorrectas ou descabidas...., não......, isso não...,.... pelo menos para quem as pratica elas consubstanciam a atitude mais certa deste mundo....
Normalmente tais decisões surgem sempre na sequência de uma grande vontade, de um enorme desejo que nasce dentro de nós de: "irmos", de "estarmos", em determinados sítios.....,sabe-se lá porquê e para quê....!!!!
O que é facto é que depois de "irmos" e de "estarmos", sentimo-nos muito bem e com a convicção de que fizemos o melhor.....!!!
E o que poderá originar uma tal situação?
A conclusão a que chego é que, para se ter ou sentir um impulso tão forte que nos "empurra" para uma tal decisão, é porque aquilo que o originou é, com certeza, qualquer coisa igualmente muito forte que, contra ventos e tempestades, se impõe e prevalece.......
Antero de Quental, poeta e escritor português nasceu a 18 de Abril de 1842, em Ponta Delgada – Açores, há precisamente 170 anos.....
Contemplação
Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre idéias e espíritos pairando...
Que é o mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...
E d'entre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido
Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentido...
A arte, nas suas mais variadas formas, sempre me encanta e me surpreende, sobretudo se a descubro em locais onde nem sequer poderia imaginar…..
E foi isso mesmo que me aconteceu na passada sexta-feira, dia 13 de Abril, quando tive oportunidade de assistir a um belíssimo espectáculo, naquele que é considerado o “espaço” para representações, mais emblemático da cidade de Faro, o “TEATRO LETHES”, àcerca do qual já tive oportunidade de escrever e publicar neste blog, no dia. 22 de Dezembro de 2010, um breve texto que resumidamente fala sobre a origem desta edificação e também do significado do nome que lhe foi atribuído…… “LETHES”, que é a “designação de um mítico rio, cujas águas tinham o poder mágico de apagar da lembrança das almas, os reveses e as agruras da vida”.
Mas voltando ao espectáculo em apreço, todo ele produzido por gente de “BORDEIRA”, verdadeiros artistas, cheios de entusiasmo e muita garra, deixou maravilhados todos quantos ali se deslocaram para participar naquela “festa”….
Bordeira, um dos sítios pertencentes à Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, Concelho de Faro, que eu desde há muito conhecia pela sua forte tradição na arte de trabalhar a pedra (cantaria), pelos tradicionais cantares de ano novo (no Algarve designados por “CHAROLAS”) e também como sendo a “TERRA DO ACORDEÃO”, teve a capacidade de me surpreender, com belíssimas vozes que interpretaram diversos tipos de Fado e também com os executantes de Viola e Guitarra Portuguesa que, sinceramente, me deslumbraram….!!!!
Sabia, na verdade, que as gentes de Bordeira, no que às referidas Charolas diz respeito, não há quem os ganhe…, sabia também que é a terra de grandes acordeonistas, dado que lá nasceram e viveram grandes nomes (compositores e executantes) do acordeão, de entre muitos, “JOSÉ FERREIRO (PAI)”, o autor do célebre corridinho “ALMA ALGARVIA”, mas desconhecia que por lá também se cantava o Fado (e muito bem) e que se tocava guitarra portuguesa com tanta mestria….!!!!