A partir de ontem, dia
13 de Abril, passou a estar exposto aquilo que pode ser considerado o ex-libris
do Museu Municipal de Faro: “o mosaico romano dedicado ao deus Oceano”, cujo
estilo artístico nos remete para os séculos II e III.
Foi descoberto em 1976,
parcialmente danificado, junto à estação de caminho de ferro desta cidade e
julga-se que terá sido pavimento de um antigo edifício público da cidade romana de Ossónoba, (o nome
romano da actual cidade de Faro), que em determinado período de opulência, foi
descrita como uma das mais importantes cidades do Império.
A sala de exposição que
agora reabre ao público, denominada “os rostos de Oceanus” será certamente um
motivo de grande interesse, que levará muitos mais visitantes ao referido
museu.
Existe há 95 anos e faz
parte da Organização das Nações Unidas (ONU).
Foi fundada após a
primeira guerra mundial, mais concretamente no dia 11 de Abril de 1919, com o
objectivo de defender os direitos dos trabalhadores e promover o
desenvolvimento e a melhoria das suas condições de trabalho.
Considerando os seus quatro grandes objectivos estratégicos: emprego, protecção social, diálogo social e direitos no trabalho, há que reconhecer que, efectivamente, muito já foi feito e muita coisa mudou nos últimos 95 anos, no entanto, tanto há ainda por fazer....!!!!
Há lugares que, por variadíssimas razões, sempre recordamos....
De quando em vez apetece voltar, para sentir os aromas, admirar as cores, lembrar outros tempos já bem distantes....!!!
E a conclusão que de imediato se tira, é de que nada mudou, tudo está igual ao que sempre foi....!!! O espaço continua a ser o mesmo...
A única diferença está na impossibilidade de nos cruzarmos com todos os que faziam parte desses lugares e das nossas vidas...
Mas para além disso, a constatação de que tudo envelheceu, dói....!!! Pois apesar das árvores e plantas florescerem a cada primavera que passa, o peso dos anos é bem visível, sobretudo em nós próprios...!!!
A acordeonista Eugénia Lima, natural de Castelo Branco,
morreu no passado dia 4, com 88 anos, na cidade de Rio Maior, onde residia.
Filha de um afinador de acordeões, estreou-se
aos quatro anos de idade no Cinema-Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco,
contudo, como “grande profissional”, a sua estreia foi em 1935, no Teatro
Variedades, em Lisboa.
Começou a gravar a solo em 1943, não só temas populares de
diversos compositores, como versões para acordeão e várias composições de sua
autoria e, em 1956 fundou a Orquestra Típica Albicastrense…
Toda a sua vida foi dedicada ao acordeão interpretando, com
grande profissionalismo, temas típicos de qualquer região do país, e, mais concretamente no
sul (Algarve), em Bordeira, freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no concelho de
Faro, (como ela sempre fazia questão de referir) “teve o prazer” de conviver com o afamado acordeonista algarvio, José Ferreiro (Pai), autor do
corridinho “Alma Algarvia”. Este corridinho Eugénia Lima sempre o interpretava em qualquer das suas actuações, em
homenagem a esse seu grande amigo, que, tal como ela, foi uma figura ímpar do
acordeão….
A última vez que tive o prazer de assistir a uma actuação
de Eugénia Lima, foi há cerca de dois anos, no Teatro-Cine de Torres Vedras, onde, apesar dos seus 86 anos (na altura), tocou e encantou......!!!
Como não podia deixar de ser, a interpretação que se segue é o corridinho "Alma Algarvia" da autoria do citado José Ferreiro (Pai)
Um dos grandes marcos impulsionadores da aviação em Portugal, foi a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, levada a cabo por Sacadura Cabral e Gago Coutinho.
Efectuada em várias etapas, a viagem teve início no dia 30 de Março de 1922, saindo do Tejo pelas 7 horas e terminou no dia 17 de Junho, ao princípio da tarde, na Enseada de Guanabara, no Rio de Janeiro.....!!!!!
Os principais objectivos eram, o estreitamento dos laços entre Portugal e o Brasil, mas sobretudo provar que a navegação aérea seria susceptível da mesma precisão que a navegação marítima...!!!
Como não podia deixar de ser, para quem vai a Monsaraz, torna-se obrigatório ir a Reguengos de
Monsaraz, nem que seja para uma curta paragem que permita deitar um olhar
sobre a “vida” desta cidade enquadrada na magnifíca planície alentejana, no
distrito de Évora.
É uma cidade agrícola, sobejamente conhecida, não só pela
qualidade do vinho produzido na região, como também pelo facto de se situar
muito perto da albufeira do Alqueva…
É habitual confundir-se a sua
história, com a da típica aldeia – “Monsaraz” (já referida neste “roteiro” no
post anterior), situada neste concelho e considerada uma das mais bonitas do
Alentejo (como também já atrás foi dito).
Facilmente se conclui tratar-se de
uma região de antiga ocupação humana, pelos vestígios Paleolíticos que
comprovam a existência de culturas de outro tempo e também porque,
posteriormente, por ali habitaram romanos, visigodos e muçulmanos.
A natureza circundante, que oferece aos seus visitantes aquela paz de espírito que tantos procuram, é
sem dúvida o maior chamariz de Reguengos de Monsaraz, mas o seu artesanato, conhecido a nível nacional (como seja o fabrico das famosas mantas
de Reguengos, que remonta às origens da Vila), é igualmente uma grande atracção para os turistas.
Há no entanto outros pontos de interesse a visitar, nomeadamente a Igreja de Santo António do Século XIX, em
estilo neogótico.
Por tudo o que atrás já foi
referido, vale a pena uma visita demorada (que não foi o caso, por falta de
tempo e daí as poucas imagens apresentadas), não só pela beleza da região, mas
também pela sua gastronomia…
A Vila de Monsaraz,
considerada uma das mais antigas de Portugal, é uma Vila Medieval que, ao longo
dos séculos, conseguiu manter as suas características….
O seu povoamento
remonta aos tempos pré-históricos, sendo inicialmente um castro fortificado.
Foi sucessivamente
ocupada até ao período da formação da nacionalidade e em 1157 foi conquistada
aos Muçulmanos.
Efectuar um passeio por
Monsaraz, equivale a fazer uma viagem no tempo…!!! Ali..., sentimo-nos como se estivéssemos num museu aberto...
Na época em que
vivemos, em que tantas vezes é difícil encontrar alguns momentos de paz e de tranquilidade tão necessários ao
nosso equilíbrio, uma vez ali chegados, não temos qualquer dúvida que estamos no sítio certo para usufruir dessa calma, muitas vezes desejada mas difícil de conseguir.
É uma Vila Medieval bem conservada, onde o
branco da cal impera e por isso faz-nos bem sentirmo-nos
naquele espaço, no interior daquelas muralhas, não só pela pacatez e beleza do
lugar, mas também pelas extraordinárias paisagens que dali se avistam sempre
que espreitamos o final de cada uma das suas estreitas ruelas…
No que ao seu
património diz respeito, destacam-se: a Igreja Matriz de Nossa Senhora da
Lagoa, o edifício dos Antigos Paços da Audiência e, obviamente, o Castelo e a
Torre da Menagem medievais.
Passear
pelo Alentejo é encontrar a paz e a tranquilidade que o nosso espírito constantemente necessita….!!!
E são
tantos os locais bonitos, com paisagens a perder de vista, que nos podem “oferecer”
momentos de absoluta descontracção…
O
Alentejo é imenso e, por isso mesmo, é para descobrir devagar…, sem pressas,
para podermos saborear os mais ínfimos pormenores que aquelas belas planícies
nos proporcionam, quer elas sejam de vinhas ou campos de cereais, como de olivais ou
montados de azinho e sobreiros….!!!
Para
quem aprecia a beleza do campo, ali tem milhares de hectares, onde pode
encontrar de tudo um pouco…!!!
A
Herdade do Esporão, no Alentejo profundo, em Reguengos de Monsaraz, existente desde 1287,
é um desses exemplos e, com uma área agrícola total de 2198 hectares, tem uma
bonita e interessante história que merece ser descoberta e apreciada “devagar”,
com toda a calma…!!!
Hoje foi dia de ter uma aula de fotografia no exterior...!!!
E lá fomos nós, o grupo dos "amantes" da fotografia e o respectivo Prof., percorrer algumas ruas do centro histórico de Torres Vedras e subir até ao Castelo para fotografar cantos e recantos daquela zona da cidade...
Certamente que todos nós já inúmeras vezes ali nos deslocámos para fazermos o mesmo, mas obviamente, com a ajuda do "mestre", foram desta feita observadas e apreciadas, com outros olhos, coisas que, pelo menos a mim, me tinham passado despercebidas...!!!
Pelo que vi, estou certa que vão aparecer belíssimos trabalhos e estou ansiosa por poder apreciá-los...
Não é o caso das fotos apresentadas neste vídeo, mas, como eu costumo dizer, da minha parte foram as imagens possíveis....!!!
Finalmente o sol voltou e, no passado fim de semana, deu mesmo para deambular por tudo quanto foi sítio (cidade, campo, praia), à procura dos melhores (ou piores) ângulos para fotografar...
Desde o início da viagem que levaria Pedro Álvares Cabral até ao Brasil, passaram 514 anos....!!! Foi no dia 9 de Março de 1500 que Pedro Álvares Cabral saíu do porto de Lisboa, com uma frota de 13 navios, com o objectivo de chegar à Índia, mas, a 22 de Abril de 1500, desembarcou naquela que seria inicialmente chamada Terra de Vera Cruz.
Quando tudo renasce, quando tudo floresce, quando as côres se misturam, quando começamos a sentir os novos aromas que a época nos proporciona, quando o céu se apresenta com um azul estonteante... tudo fica mais fácil e a vida parece sorrir-nos...!!!
Gosto de tudo o que escreveu...!!! Tudo para mim faz sentido...
Podia passar dias a fio a ler os seus poemas, os seus pensamentos..., que nunca me cansaria...!!!
"Livro de Horas", é mais um dos seus belos poemas, que a seguir transcrevo:
LIVRO DE HORAS
Aqui, diante
de mim, Eu, pecador, me confesso De ser assim como sou. Me confesso o bom e o mau Que vão ao leme da nau Nesta deriva em que vou.
Me confesso Possesso De virtudes teologais, Que são três, E dos pecados mortais, Que são sete, Quando a terra não repete Que são mais.
Me confesso O dono das minhas horas. O das facadas cegas e raivosas, E o das ternuras lúcidas e mansas. E de ser de qualquer modo Andanças Do mesmo todo.
Me confesso de ser charco E luar de charco, à mistura. De ser a corda do arco Que atira setas acima E abaixo da minha altura.
Me confesso de ser tudo Que possa nascer em mim. De ter raízes no chão Desta minha condição. Me confesso de Abel e de Caim.
Me confesso de ser Homem. De ser um anjo caído Do tal Céu que Deus governa; De ser um monstro saído Do buraco mais fundo da caverna.
Me confesso de ser eu. Eu, tal e qual como vim Para dizer que sou eu Aqui, diante de mim!
Filho de D. João I e de D. Filipa de Lencastre, O Infante D. Henrique, conhecido por "O Navegador" (devido às suas viagens expansionistas que para sempre o deixaram ligado a este período glorioso da História de Portugal), nasceu há precisamente 620 anos, na cidade do Porto, a 4 de Março de 1394 e faleceu a 13 de Novembro de 1460, ao que parece no Algarve, mais concretamente em Sagres, sendo também conhecido por o "Infante de Sagres"
Apenas como curiosidade:
hoje, dia 4 de Março de 2014, é dia de Carnaval;
no dia do seu nascimento era quarta-feira de cinzas...